Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Votação da desoneração da folha será na semana que vem, diz Temer

Conforme antecipou o 'Estado', o Planalto decidiu adiar a votação da matéria por medo de ser derrotado na apreciação do PL, considerado crucial para a "virada de página" do ajuste fiscal

Rafael Moraes Moura e Ricardo Della Coletta, O Estado de S. Paulo

10 de junho de 2015 | 15h10

Brasília - O presidente da República em exercício, Michel Temer, confirmou nesta quarta-feira, 10, que a votação do projeto de lei que revê a política de desoneração da folha de pagamento ficará para a semana que vem. Conforme antecipou o Estado, o Planalto decidiu adiar a votação da matéria por medo de ser derrotado na apreciação do PL, considerado crucial para a "virada de página" do ajuste fiscal.

Responsável pela articulação política do governo, Temer se reuniu pela manhã com os ministros Joaquim Levy (Fazenda), Ricardo Berzoini (Comunicações), Carlos Gabas (Previdência Social) e Aloizio Mercadante (Casa Civil) e com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para tratar do projeto de lei. Também foram chamados ao Palácio do Jaburu o líder do PMDB na Câmara e relator da matéria, Leonardo Picciani (RJ), o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE) e outras lideranças da base aliada.

De acordo com Temer, já há consenso que o reajuste nas alíquotas será feito sem escalonamento e já pra vigorar neste ano. "Essas fórmulas já estão resolvidas, falta uma ou outra coisa, um ou outro detalhe que deverá se resolvido até a semana que vem. Então vamos deixar para a semana que vem (a votação)", comentou Temer, que assumiu a Presidência da República com a viagem da presidente Dilma Rousseff a Bélgica.

"Nós resolvemos (que é) melhor votar na semana que vem, por uma razão singela: o presidente da Câmara, o líder relator, o líder Picciani e vários líderes estavam fora e só voltaram ontem (terça-feira) à noite, então essa matéria exige uma discussão um pouco mais ampla", ressaltou.

Exceções. Um dos entraves para a costura de um consenso em torno do projeto de lei é o posicionamento de Levy, que não quer abrir exceções para setores. Picciani, por sua vez, quer poupar os setores de comunicações, tecnologia da informação, transporte e alguns itens da cesta básica.

Levy já disse a auxiliares que a revisão da política "tem de ser sólida" como uma barragem e "não há espaço para retirada de setores".

"Nós vamos verificar exceções. Existe uma resistência (da equipe econômica), há ideias relativas a eventualidade de excepcionar, mas não há nada decidido", afirmou Temer.

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