Votação da CPMF é adiada para quarta, diz líder do governo

Em reunião nesta terça, a base aliada teve de enfrentar 'rebelião' do PMDB por causa de nomeações de petistas

Eugênia Lopes e Denise Madueño, do Estadão,

25 Setembro 2007 | 16h50

O líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE), informou nesta terça-feira, 25, que foi adiada para esta quarta a continuação da votação do primeiro turno da proposta de prorrogação da CPMF. O texto principal já foi aprovado semana passada, mas a votação só será concluída após a apreciação dos destaques e emendas à propostas.  Veja também:Especial sobre a CPMF   Após 'rebelião' do PMDB, base tenta retomar votação da CPMF  A base aliada teve de enfrentar a "rebelião" do PMDB por causa das nomeações de petistas para a Petrobras, na semana passada. Os petistas são José Eduardo Dutra para a diretoria da BR Distribuidora e de Maria das Graças Foster para a diretoria do Gás da Petrobras.  Os focos de insatisfação da base, que haviam diminuído na semana passada, pioraram com o atendimento apenas do PT na distribuição de cargos. No entendimento anterior, nenhum partido aliado seria contemplado com cargos antes da primeira votação da CPMF.  O PMDB quer a diretoria de relações internacionais da Petrobras, mas, ao contrário do PT, não conseguiu ainda emplacar seu indicado José Augusto Fernandes. Demais partidos da base que concordaram em votar a favor da CPMF esperando nomeações depois da aprovação da proposta terão de ser convencidos novamente a dar crédito ao governo. Nesta terça, os governistas querem votar dois projetos de lei que estão com urgência constitucional. Um deles é o que substituiu a medida provisória 382, revogada semana passada, que trata de incentivo fiscal para os setores têxtil, moveleiro e calçadista. E o outro projeto é da área de Ciência e Tecnologia.  Múcio se reuniu com a oposição na casa do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para tentar um acordo em torno dos procedimentos de votação da CPMF. Para concluir o primeiro turno de votação da emenda, serão necessárias ainda 43 votações (dez destaques e 33 emendas aglutinativas).  Os governistas tentaram convencer a oposição a reduzir o número de emendas, mas não foram bem sucedidos.

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