Votação apertada da CSS na Câmara é 'alerta', diz Garibaldi

Presidente do Senado admite que aprovação da nova CPMF na Casa não será fácil, mas poderá passar

Cida Fontes, de O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2008 | 11h24

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), afirmou nesta quinta-feira, 12, ao chegar ao Congresso, que a aprovação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) na Casa "não vai ser fácil", uma vez que mesmo na Câmara, onde o governo tem uma situação tranqüila, o resultado foi apertado. A aprovação exigia 257 votos e o governo obteve 259 votos.  Veja Também:Veja quem votou contra e a favor da CSS na Câmara Dê sua opinião sobre a aprovação da nova CPMF na Câmara Calcule: quanto a CSS pesa no seu bolso  Entenda o que é a CSS, a nova CPMFEntenda a Emenda 29  Entenda a cobrança da CPMF    Garibaldi, no entanto, não descarta a possibilidade de o projeto vir a ser aprovado no Senado. E alertou: "Se o governo não tiver as devidas precauções, pode realmente ter um insucesso como teve com a CPMF. O resultado da Câmara é um aviso e, ao mesmo tempo, uma advertência em relação ao Senado. A despeito do resultado da CPMF ( o Senado extinguiu a cobrança da CPMF em dezembro ), o projeto pode passar. Mas é o caso de se aguardar, de se trabalhar e de se articular", completou. Informou ele que já pediu à consultoria do Senado alternativas ao imposto do cheque para se prevenir diante de um eventual impasse. "Pode ser que nos vejamos diante de um impasse e tenhamos que apelar para uma alternativa, que poderia ser a transferência da cobrança de impostos para a saúde de produtos como cigarros, bebidas e determinados automóveis de luxo, de importação e bingos", afirmou. "Essa cobrança da CSS não me parece a mais viável, a mais sintonizada com o sentimento da sociedade, com a carga tributária que nós temos aí", prosseguiu. Indagado se não estava falando como oposicionista, o presidente do Senado reagiu, sorrindo: "Eu estou falando como se fosse da sociedade, eu estou me colocando na situação do cidadão, mas reconheço que a saúde precisa ter recursos para poder cumprir seus objetivos que são mais necessários possíveis", sublinhou. Para votar ainda neste semestre o projeto no Senado, Garibaldi advertiu que o governo terá de agilizar as articulações para concluir a votação na Câmara, que ainda precisa apreciar alguns destaques. E, no Senado, a pauta está trancada por Medidas Provisórias. "Eu faço a pauta de acordo com os líderes, isso aí é uma praxe. Nós fazemos isso de acordo com os líderes. A saúde é uma prioridade, então nós temos de votar isso até porque sabemos que o governo vai se mobilizar para votar", concluiu.

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