Volta Redonda registra três novos casos de malária

A secretaria de Saúde de Volta Redonda, no Sul Fluminense, confirmou a ocorrência de três casos de malária, elevando para quatro o número de registros no município desde o início o ano, e para 48 em todo o Estado do RJ. Dois dos três casos da cidade foram de pessoas contaminadas no Pará, onde a doença é endêmica, e o outro em Angola, na África. A secretária de Saúde, Analice Martins, descarta a possibilidade de uma epidemia. Os pacientes foram atendidos em hospitais de Volta Redonda e transferidos depois para a capital. Um ainda continua internado, mas não corre risco de vida. Segundo Analice Martins, a preocupação do município é detectar os casos rapidamente, porque a medicação evita que a doença se espalhe. O primeiro registro de malária no município foi em março. Uma pessoa que foi contaminada na África desembarcou na cidade já com os sintomas - febre e dor de cabeça.O último caso de malária no Estado do Rio tinha sido o da estudante francesa Jasmim Eymeri, de 24 anos, que teve alta do hospital no início da semana. Ela havia chegado à capital no início do mês, sentindo os sintomas, depois de ter passado por Ouro Preto (MG) e Rio Bonito, no interior fluminense. O Sul do Estado já teve outros cinco casos de malária neste ano, em Parati - quatro deles autóctones (contraídos no próprio município). A Secretaria Estadual de Saúde informou que foi registrado, neste ano, mais um caso autóctone, no município de Santa Maria Madalena, no interior. Os outros 43 registros foram de pessoas que contraíram a doença fora do Rio. No ano passado, foram 68 casos, todos importados, assim como em 2000. A secretaria afastou a possibilidade de epidemia, porque o mosquito Anopheles, transmissor da doença, não ocorre em áreas urbanas.

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