Volta ao trabalho tumultua posto do INSS no RJ

A volta ao trabalho de funcionários do posto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, provocou tumulto entre segurados que tentavam receber benefícios e sindicalistas que defendem a manutenção da paralisação dos servidores, que completa hoje 106 dias. De acordo com a gerência do instituto na Baixada, o objetivo dos grevistas era impedir que houvesse expediente. Nas outras 14 agências da região, trabalhadores também decidiram antecipar o fim da greve. A Superintendência do INSS no Rio informou que 60 mil pessoas foram prejudicadas, desde o início do movimento.Cerca de 60 servidores se apresentaram para trabalhar no posto de Nova Iguaçu. A gerente executiva do INSS da Baixada, Sílvia Lima, disse que manifestantes do Sindicato dos Servidores da Previdência Social (Sindsprev-RJ) avisaram aos segurados que estão desde o início da greve sem conseguir sacar seus benefícios. "Os servidores ainda iriam avaliar se haveria condições de atendimento à tarde. Os sindicalistas incitaram a população contra os funcionários", afirmou Sílvia. "Foi uma manifestação antidemocrática e altamente violenta."A cobradora de ônibus Denise Silva Santos de Araújo, de 37 anos, que aguardava na fila no posto de Nova Iguaçu, acusou os grevistas de humilhar os segurados, durante um bate-boca. "Um sindicalista nos chamou de mortos de fome. Eu trabalho e sou descontada todo mês, tenho direito ao benefício. Estou há três meses sem ver a cor do dinheiro. Na hora de pagar as contas, ninguém quer saber disso. Minha filha precisa comer", reclamou.Nas demais agências do Rio não foram registrados incidentes. O superintendente do INSS no Rio, César Diuana, já anunciou que, se a greve não terminar até o fim desta semana, será organizado um mutirão no próximo domingo para atender aos segurados. Uma agência em cada região do Estado deverá ser aberta.

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