Volta à prisão prefeito de Unaí acusado de mandar matar fiscais

O fazendeiro Antério Mânica, prefeito eleito de Unaí (MG) pelo PSDB, foi preso por agentes da Polícia Federal (PF) em cumprimento a um novo mandado expedido pela 9ª Vara de Justiça Federal, em Belo Horizonte. Ele e o irmão, Norberto Mânica, foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) como mandantes do assassinato de três agentes fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho, em janeiro deste ano. Antério foi preso por volta de 12h, em sua residência, na cidade do noroeste mineiro. O juiz Francisco de Assis Betti, proferiu hoje decisão de pronúncia, determinando que os acusados sejam levados a júri popular, à exceção de Humberto Ribeiro dos Santos, denunciado pelos crimes de formação de quadrilha e favorecimento pessoal. Na decisão, Betti manteve a prisão de Norberto Mânica e outros sete acusados de envolvimento na chacina, detidos na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana da capital mineira. O magistrado decidiu também decretar novamente a prisão de Antério. O fazendeiro havia sido preso no dia 16 de setembro, mas foi libertado em 05 de outubro depois que um pedido de habeas- corpus foi acatado pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, em Brasília. Desde então, ele respondia ao processo em liberdade. O advogado do prefeito, Marcelo Leonardo, criticou a decisão do juiz da 9ª Vara Federal, classificando-a de "um absurdo jurídico". "Essa decisão já foi cassada pelo tribunal", argumentou. "Nós entendemos que a decisão não tem fundamento jurídico e, por conta disso, vamos impetrar um novo habeas-corpus no Tribunal Regional Federal de Brasília, na segunda-feira. Esperamos conseguir cassar, num tempo mais breve possível, essa decisão que ao nosso ver afronta o próprio acórdão anterior". De acordo com o advogado, Antério foi transferido no início da noite de hoje para a penitenciária Nelson Hungria.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.