Volta a aumentar o número de casos de dengue no Rio

Apesar de o secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Ronaldo Cézar Coelho, ter afirmado no último fim de semana que já havia sinais de queda da epidemia de dengue, a cidade notificou 4.213 novos casos da doença em apenas 24 horas, entre domingo e segunda-feira. O número ultrapassa o crescimento das últimas duas semanas, quando foram notificados, em média, 1.500 casos novos por dia pela secretaria. Até hoje, a cidade já acumulava 37.750 registros da doença desde o início do ano.A capital reúne também o maior número de vítimas fatais. Até hoje, o município já tinha confirmado 23 mortes por dengue. No Estado, o último balanço oficial foi divulgado na semana passada e já contabilizava quase 70 mil casos da doença, mas os novos registros desta semana na cidade do Rio devem fazer o total do Estado subir para mais de 80 mil casos. Os registros de mortes em todo o Estado já chegam a 35, de acordo com confirmações de mortes feitas por secretarias de Saúde de municípios do Grande Rio, mas o balanço oficial ainda conta apenas 29. Um novo balanço estadual deve sair nesta quarta-feira.Hoje, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão do Ministério da Saúde, divulgou um balanço sobre a operação realizada no último sábado para tentar conter a epidemia de dengue no Rio. A ação teve a participação de cerca de 50 mil pessoas, entre agentes da Funasa, militares, bombeiros e voluntários. Segundo a Funasa, 90 dos 92 municípios do Estado participaram do Dia D contra a doença e promoveram ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, o transmissor do vírus da dengue.Nesses municípios, foram vistoriados 3.187 prédios abandonados e houve o recolhimento de 5 mil toneladas de lixo. Agora, a Funasa vai promover dias D em outros Estados brasileiros que também sofrem com epidemias de dengue. Os próximos estão marcados para Pernambuco e Goiás.No Rio, o trabalho da força-tarefa da Funasa continua por pelo menos mais um mês. Os cerca de mil agentes enviados de outros Estados no início de fevereiro somados aos outros 1.300 militares do Exército e da Marinha que estão atuando como agentes deverão visitar mais de 1 milhão de residências apenas em março. Eles vão tentar visitar os domicílios que, por causa da falta de pessoal nas secretarias municipais de Saúde, ficaram sem receber agentes por mais de um ano. Segundo o presidente da Funasa, Mauro Costa, os agentes sanitários de outros Estados ficarão no Rio até que as secretarias de Saúde do Estado e do município consigam contratar novos mata-mosquitos e, com isso, garantir que o controle do mosquito seja feito durante todo o ano.

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