José Patrício/AE
José Patrício/AE

Vocalista da banda KLB assume vaga de deputado estadual em SP

Assembleia Legislativa paulista deu posse a nove novos deputados nesta quinta-feira

Julia Duailibi, de O Estado de S. Paulo,

03 de janeiro de 2013 | 23h38

SÃO PAULO - A Assembleia Legislativa de São Paulo deu posse nesta quinta-feira, 3, a nove novos deputados estaduais, entre os quais Leandro Finato Scornavacca (PSD), vocalista da banda KLB. Com a nova configuração do Legislativo paulista, o PT perde dois parlamentares e passa a dividir o título de maior bancada da Casa com o PSDB, do governador Geraldo Alckmin.

Os novos deputados assumiram as vagas no lugar de parlamentares que pediram licença para se tornarem secretários municipais ou que renunciaram ao mandato para se tornarem prefeitos. Dos nove novos deputados estaduais, seis assumem as vagas como integrantes efetivos e outros três como suplentes – ou seja, terão de deixar o Legislativo paulista se os titulares resolverem voltar para a Assembleia.

Scornavacca, conhecido como o “Leandro do KLB”, foi eleito como quarto suplente pelo DEM, que havia se coligado com o PSDB na eleição de 2010. Acabou migrando para o partido do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab em 2011. O músico assumiu após vaga aberta com a renúncia de Paulo Barbosa (PSDB), ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, que tomou posse como prefeito de Santos na terça-feira.

Nesta quinta, em cerimônia na Assembleia, o músico de 30 anos, que obteve 62 mil votos em 2010, agradeceu aos fãs. “Queria agradecer de antemão a todo carinho que sempre tive, não só com os senhores, mas com todo o meu público, que eu venho cativando há mais de 12 anos”, declarou. “Defendo a vida, a família e a criança. Também sou totalmente contra quem maltrata os bichos”, declarou Leandro ao ser questionado sobre quais seriam as principais bandeiras de seu mandato.

A bancada do partido de Kassab passou de três para cinco parlamentares. Além de Leandro do KLB, assume uma vaga Osvaldo Vergínio da Silva. Ex-integrante da Polícia Militar, foi vereador por Osasco e obteve 70 mil votos em 2010. Foi eleito pelo PR, que estava coligado com o PT.

Kassab é apontado por integrantes do seu partido como pré-candidato ao governo do Estado em 2014. Atualmente, ele disputa influência política com Alckmin, que tentará a reeleição. A tendência hoje, no entanto, é que o PSD faça uma aliança com o PT e indique o vice-governador ou o candidato ao Senado na chapa dos petistas.

Perda. O PT passou a dividir o o título de maior bancada da Assembleia com os tucanos. Ambos têm agora uma bancada de 22 deputados. Renunciaram aos mandatos de deputados estaduais dois parlamentares petistas que assumiram prefeituras paulistas: Carlos Grana (Santo André) e Donisete Braga (Mauá). Além deles, outros dois – Simão Pedro e João Antonio – se licenciaram para assumir secretarias na gestão de Fernando Haddad (PT) na Prefeitura paulistana.

Das quatro vagas abertas pelos petistas, apenas duas foram preenchidas por integrantes do partido, com o ex-vereador paulistano Carlos Neder e Francisco de Assis de Campos, conhecido como Professor Tito.

As outras duas acabaram migrando para partidos com os quais o PT se coligou na eleição de 2010. Além de Vergínio, eleito pelo PR e hoje no PSD, assumiu uma vaga na Assembleia Alexandre José da Cunha, chamado de Alexandre da Farmácia, que disputou a eleição pelo PR, mas que acabou mudando para o PP.

Na bancada tucana, além de Barbosa, Geraldo Vinholi também renunciou para assumir a Prefeitura de Catanduva. Outros dois tucanos assumiram: Antonio de Souza Ramalho, na vaga de Gil Arantes (DEM), que se tornou prefeito de Barueri, e Dilador Damasceno, que foi para a vaga de Vinholi, até então suplente do tucano Bruno Covas, atual secretário de Meio Ambiente.

Controle. Alckmin continua com o controle da Casa, que costuma chancelar todos os projetos de interesse do Executivo. Os deputados que tomaram posse nesta quinta começam a trabalhar em fevereiro, já que a Casa está em recesso. Em março, haverá eleição da nova Mesa Diretora, que tradicionalmente é formada por acordo entre líderes partidários. O Palácio dos Bandeirantes quer emplacar como novo presidente da Assembleia o líder do governo, Samuel Moreira (PSDB). O PT deve manter a 1.ª-Secretaria, responsável pelas finanças e recursos humanos.

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