Viúvas denunciam pressão da Petrobras

Esposas de funcionários mortos na explosão da plataforma P-36 disseram que seus maridos relatavam fortes pressões da Petrobrás para aumentar a produção no campo de Roncador, onde operava o equipamento. A Petrobrás reviu sua projeção de produção de 1.850 mil barris/dia em 2005 para 1.900 mil barris/dia, devido a um anunciado desempenho acima do esperado na P-36. "Um engenheiro da plataforma disse uma vez para meu marido que eles eram pagos para fazer o possível, mas tinham obrigação de fazer o impossível", contou a dona de casa Ivani Peixoto dos Santos Couto, mulher do operador de produção Ernesto do Azevedo Couto. Ivani foi uma das quatro esposas de vítimas que chamou a imprensa para uma entrevista coletiva para exigir que a Petrobrás se empenhasse mais na tentativa de resgatar os corpos. "Eu não saio de Macaé sem o corpo do meu marido", declarou Vanúsia de Souza Oscar, mulher do operador de produção Charles Roberto Oscar. Todas contaram que a Petrobrás disse hoje que nenhuma nova informação sobre a possibilidade de resgate dos corpos poderia ser divulgada nas próximas 48 horas.

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