Vitória de Lula não seria "bomba nuclear", diz diretor da Fitch

O diretor sênior para a América Latina da agência de classificação de risco Fitch, Roger Scher, ao analisar o quadro político do Brasil para cerca de oitenta analistas de instituições financeiras de Londres, disse hoje que "uma vitória do Lula nas eleições presidenciais do próximo ano não seria necessariamente uma bomba nuclear, o fim do mundo para o Brasil".Segundo ele, o candidato do PT teria que administrar o País dentro dos limites institucionais. Além disso, segundo ele, provavelmente o líder petista não teria maioria no Congresso Nacional. "A capacidade de Lula adotar mudanças seria limitada", disse.As incertezas em relação à eleição presidencial estão se transformando no principal tema de preocupação dos investidores em relação ao Brasil e um dos maiores fatores de pressão sobre o risco do País nos próximos meses.O desgaste do governo com a crise energética, os efeitos colaterais da crise argentina, os casos de corrupção e as disputas internas na base partidária do governo não estão dando sinais de que serão superados no curto prazo, e com isso cresce o temor de que a oposição acabe elegendo o próximo presidente.Scher disse que o mercado internacional ainda mantém a confiança de que o presidente Fernando Henrique Cardoso será capaz de eleger seu sucessor. "Ainda é muito cedo para se saber qual será o rumo da eleição, mas na agenda do investidor continua predominando a perspectiva de vitória governista", afirmou.

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