Vítimas do massacre de Corumbiara protestam no Planalto

Protesto aconteceu nesta tarde; massacre ocorreu há 12 anos e deixou cerca de 16 mortos

Agência Brasil

09 de agosto de 2007 | 19h14

Cerca de 50 trabalhadores rurais vítimas do massacre de Corumbiara, em Rondônia, foram ao Palácio do Planalto nesta quinta-feira, 9. Eles vieram a Brasília reivindicar do Estado tratamento de saúde e indenizações para os que tiveram seqüelas com o massacre, como balas alojadas no corpo e transtornos psicológicos.     O massacre ocorreu há 12 anos, durante ação de reintegração de posse da fazenda Santa Elina, no município de Corumbiara, a 780 quilômetros da capital, Porto Velho. Parte da fazenda havia sido ocupada no dia 14 de julho de 1995 por centenas de famílias, e a ação de reintegração, que culminou no massacre, foi no dia 9 de agosto daquele ano.     De acordo com os trabalhadores que estavam em frente ao palácio, o número oficial de mortos no massacre é de 16 pessoas e há sete desaparecidos. Para os agricultores, entretanto, o número de mortos pode ter passado de 100, pois, segundo eles, muitos mais teriam sido mortos por policiais e jagunços e enterrados sumariamente.   No dia 14 de julho de 1995, centenas de famílias ocuparam uma pequena parte da fazenda Santa Elina no município de Corumbiara (Rondônia), e na madrugada do dia 9 de agosto aconteceu o massacre de Corumbiara.   Os camponeses que viveram vinte e cinco dias de esperança da terra prometida, de repente, abismaram-se num inferno dantesco, onde homens foram executados sumariamente, mulheres foram usadas como escudos humanos por policiais e por jagunços; pessoas foram torturados por longas horas e o acampamento foi destruído e incendiado.

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