Visita de Dilma causa confusão no Rio

Passagem da candidata pela Feira de São Cristóvão precisou ser encurtada

Bruno Boghossian,

26 de setembro de 2010 | 14h14

A equipe de Dilma Rousseff (PT) precisou encurtar a visita da candidata à Feira de São Cristóvão, na zona norte do Rio, depois que a passagem dela provocou confusão no pavilhão dedicado à cultura nordestina. Mesas e cadeiras foram ao chão, dois homens chegaram a trocar empurrões e os militantes que acompanhavam o evento ficaram espremidos quando seguranças tentaram fechar o portão por onde Dilma e seus aliados saíam.

 

Cercada por assessores e seguranças, pelo governador do Rio e candidato à reeleição, Sérgio Cabral (PMDB), pelos postulantes ao Senado Lindberg Farias (PT) e Jorge Picciani (PMDB), e por candidatos a deputado de partidos aliados, a presidenciável petista circulou com dificuldade, cumprimentou poucos eleitores e conseguiu ficar apenas sete minutos no local.

 

O objetivo original do passeio-relâmpago era conversar com visitantes e sentar à mesa de um restaurante para comer pratos típicos, mas a passagem pelos corredores estreitos da Feira foi dificultada por dezenas de militantes que tentavam se aproximar dos candidatos. Aliados atribuíram o tumulto ao sucesso das candidaturas de Dilma e de Cabral.

 

Foi o último evento de campanha da candidata em sua estada no Rio antes do debate da TV Record, à noite. Dilma disse que espera discussões de alto nível, destacando propostas com tolerância e respeito.

 

Diante de um espaço que mantém vivas tradições nordestinas, a candidata do PT prometeu tornar os programas de incentivo à produção cultural mais abrangentes, distribudos por todas as regiões do Brasil, e ampliar o acesso da população a cinemas, teatros, literatura e outros espetáculos. "Nosso processo de desenvolvimento permite que a gente queira construir não só um País e uma sociedade desenvolvidos, mas que a gente queira também estruturar um projeto de nação. Para fazer isso, você precisa de educação de qualidade e de respeito absoluto a sua expressão cultural", avaliou Dilma.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.