Alan Santos/PR
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Em Bagé, Bolsonaro encerra coletiva após pergunta sobre nova CPMF

Presidente também voltou a defender o uso de uso de cloroquina nos pacientes com o novo coronavírus

Fernando Tólio, Especial para O Estado

31 de julho de 2020 | 16h09
Atualizado 01 de agosto de 2020 | 11h34

BAGÉ (RS) – O presidente da República, Jair Bolsonaro, encerrou a entrevista coletiva concedida em Bagé ao ser questionado sobre a possibilidade da recriação da CPMF, durante ato de entrega do Condomínio Residencial Nossa Senhora Auxiliadora.

Em Bagé, Bolsonaro esteve acompanhado do prefeito Divaldo Lara (PTB), do vice-governador do Estado, Ranolfo Vieira Jr, e dos deputados federais Afonso Hamm (PP), Mauricio Dziedricki (PTB), Ubiratan Sanderson (PSL), Daniel Trzeciak (PSDB), Ronaldo Santini (PTB) e Bibo Nunes (PSL), além dos ministros Rogério Marinho e General Heleno

De máscara, Bolsonaro voltou a lamentar as mortes pelo novo coronavírus. “É enfrentar as coisas, acontece. Eu estou no grupo de risco. Eu nunca negligenciei. Sabia que um dia ia pegar. Acho que todos vocês vão pegar. Fazer o quê? Enfrenta. É a vida”, disse o presidente nesta sexta-feira, 31. Ele voltou a defender o uso de cloroquina nos pacientes com o novo coronavírus. “Quando não tem alternativa, não proíba um médico que queira usar. Todos sabemos que não tem comprovação científica. Mas não tem também comprovação de que não faz efeito, então vamos usar, ouvindo o médico obviamente”.

Mais cedo, sua chegada gerou aglomeração desde o desembarque no Aeroporto Internacional Comandante Gustavo Kraemer. No primeiro evento do dia, visitou a Escola Municipal Cívico Militar de Ensino Fundamental São Pedro. Sem máscara, Bolsonaro subiu na soleira do carro e acenou para o público. Recomendado, o presidente colocou uma máscara e se aproximou dos seguidores gerando uma aglomeração. Bolsonaro apertou a mão de apoiadores, o que, inclusive, provocou empurra-empurra. 

 

A aglomeração de pessoas era uma das preocupações das autoridades de saúde do município. Uma equipe da Vigilância em Saúde e de profissionais de saúde foram deslocadas para o local para cobrar a obrigatoriedade, prevista em decreto municipal, do uso da máscara. Os agentes também distribuíram álcool em gel e checaram a temperatura dos presentes.

Foi o terceiro estado visitado desde que o presidente Jair Bolsonaro foi diagnosticado com o novo coronavírus no início do mês. Na última quinta-feira, viajou para São Raimundo Nonato, no Piauí, e Campo Alegre de Lourdes, na Bahia.

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