Virtual sucessor de Cunha é cauteloso sobre afastamento e diz não ter opinião sobre impeachment

Se o peemedebista for afastado, conforme pedido da Procuradoria-Geral da República, Waldir Maranhão assume interinamente a presidência da Câmara para convocar novas eleições; ele disse, que uma manifestação sua sobre impeachment seria 'prematura'

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2015 | 20h40

O virtual sucessor de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), evitou comentar, nesta quarta-feira, 16, a decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de afastamento cautelar de Cunha do cargo de deputado federal e de presidente da Casa. Maranhão, no entanto, comentou sobre o impeachment, assunto sobre o qual disse ainda não te ropinião formada.

“Não tenho opinião formada sobre o impeachment. Seria prematuro eu me manifestar sobre isso. Tudo a seu tempo”, disse ele ao Estado.

Caso o peemedebista seja afastado da presidência da Casa, o 1º vice-presidente, Waldir Maranhão (PP-MA) assume interinamente o cargo, com a missão de convocar novas eleições no prazo de cinco sessões. "Se Cunha for afastado (pelo STF), não haverá vacância do cargo. Portanto o Maranhão pode presidir a cassação da Dilma na Câmara", pontua o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), líder da minoria na Casa.

Waldir Maranhão é um dos 32 deputados do PP investigados na Lava Jato.

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