Virgílio vai encaminhar nova denúncia contra Sarney

Líder do PSDB requer ao colegiado que investigue denúncia das gravações durante operação Boi Barrica

Agência Brasil

16 de julho de 2009 | 15h23

O líder do PSDB, Arthur Virgílio Neto (AM), apresentará nos próximos dias uma nova denúncia ao Conselho de Ética contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O parlamentar requer ao colegiado que investigue denúncia de que entre as gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal durante a operação Boi Barrica, em 2006, estariam algumas que comprovariam o envolvimento de Sarney com a contratação de parentes por meio de atos secretos.

 

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A Polícia Federal e o Ministério Público indiciaram, nesta semana, o filho do senador, Fernando Sarney, por participação no esquema de financiamento ilegal na campanha eleitoral ao governo do estado da então candidata e hoje governadora Roseana Sarney.

 

Esta será a quarta denúncia apresentada ao Conselho de Ética do Senado por Arthur Virgílio, além de uma representação já encaminhada pelo P-SOL. O parlamentar informou ainda que a oposição sai para o recesso precavida contra qualquer manobra do presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), no sentido de arquivar as denúncias e a representação partidária.

 

"Deixamos com pessoas de nossa confiança cinco requerimentos para levar qualquer decisão do senador Paulo Duque ao plenário do conselho, apesar dele ter dito que só tratará do assunto na primeira quarta-feira de agosto. No plenário do conselho o voto é aberto", afirmou o senador tucano.

 

Virgílio acrescentou que a decisão de expor ao máximo à sociedade os votos dos parlamentares sobre esse assunto pode desembocar no plenário do Senado. Segundo ele, o provável é que o arquivamento das denúncias seja referendado pelo Conselho de Ética, onde Sarney teria maioria garantida. Nesse caso, a oposição decidiu tentar levar ao plenário do Senado a manutenção ou não das investigações contra o presidente da Casa. "Vamos ter, nessa hipótese, um quadro péssimo não só para o presidente Sarney como também para o Senado", argumentou Virgílio.

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