Virgílio não é culpado pela crise no Senado, diz Mercadante

Para o líder petista, tucano 'cometeu irregularidades', mas 'não na gestão administrativa do Senado'

Carols Pires, AE

07 de agosto de 2009 | 16h50

O líder do PT no Senado, Aloízio Mercadante (SP), publicou nesta sexta-feira, em seu Twitter, comentários sobre a representação que o PMDB registrou no Conselho de Ética acusando o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), de quebra do decoro parlamentar. A opinião de Mercadante é de que o o tucano, apesar de "ter recebido benefícios indevidamente", não é culpado pela crise no Senado, iniciada a partir de denúncias de irregularidades na administração da Casa. "Evidente que o senador Artur Virgílio cometeu irregularidades ao receber benefícios indevidos. Ele assumiu isto publicamente, mas não teve participação nas irregularidades da gestão administrativa do Senado", afirmou o líder do PT.  

 

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Na representação do PMDB, Virgílio é acusado de ter mantido um funcionário "fantasma" em seu gabinete, de ter tomado tomado empréstimo do ex-diretor do Senado Agaciel Maia e, ainda, de ter extrapolado o limite do plano de saúde da Casa com tratamento de sua mãe, já falecida. O PT será o fiel da balança no Conselho de Ética, formado por dez senadores da base aliada e apenas cinco da oposição. Para barrar a investigação será necessário, além dos cinco votos da oposição, que os três senadores petistas votem contra a representação do PMDB. Os senadores do PT que fazem parte do Conselho de Ética são Ideli Salvatti (SC), João Pedro (AM), e Delcício Amaral (MS).

 

A assessoria de Mercadante afirma que a declaração postada pelo líder do PT no Twitter é uma avaliação pessoal do senador e não representa a orientação que ele dará à bancada do PT como líder. Mercadante deve reunir os senadores petistas no início da próxima semana para decidir se o partido votará ou não pela abertura de processo contra Virgílio no Conselho de Ética.

 

Nesta quinta-feira, o senador Tião Viana (PT-AC) afirmou, em discurso, que a posição da bancada petista era de apoio a Virgílio. "Eu tenho a mais absoluta tranquilidade de expressar aqui a minha integral solidariedade ao senador Arthur Virgílio, e esse é um posicionamento da bancada do meu partido no Senado, que afirmou que quando o assunto fosse qualquer processo de intimidação ou de violência política praticada dentro do rito do Senado contra o senador Arthur Virgílio, a bancada estaria a favor dele", disse Tião Viana, que recebeu o apoio do PSDB quando perdeu para Sarney a disputa pela presidência do Senado, no início do ano.

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