Virgílio ironiza 'saída' e diz que Marta é 'líder negativa'

Líder do PSDB fala sobre possível candidatura de ministra à Prefeitura de SP e diz que ela 'não ajudou'

ANGELA LACERDA, Agencia Estado

14 de março de 2008 | 15h14

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), ironizou nesta sexta-feira, 14,  a possível saída da ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), para disputar a Prefeitura de São Paulo. "Está de parabéns o turismo. Como ministra ela não ajudou, pode ser que com a saída dela o presidente (Luiz Inácio Lula da Silva) tenha um rasgo e venha a colocar um ministro competente no seu lugar, pode até ser um serviço ao País", afirmou hoje, em Recife, ao participar de ato de formalização de apoio do PSDB ao pré-candidato do PMDB à prefeitura da capital pernambucana, deputado federal Raul Henry. "Ela não é uma líder positiva, é uma líder negativa", disse.   Veja também:   Marta define saída do Ministério para lançar candidatura em SP Lula diz desconhecer decisão de Marta de se candidatar"De repente ela sai e entra um ministro de verdade para cuidar do turismo", provocou Virgílio, ao avaliar que Marta "joga com a despolitização de certos setores da sociedade". Para Virgílio, a candidatura da ministra era esperada pelo PSDB, uma vez que São Paulo tem um peso simbólico e numérico importante, sendo necessário um bom papel na eleição paulista de 2008 visando o pleito presidencial de 2010. Para o senador, ela é a única candidata viável eleitoralmente do PT.   "Reconhecemos que ela tem densidade eleitoral, fez um governo no estilo deles, na base do populismo, distribui isso, distribui aquilo. Pouca obra de profundidade, mas muito oba-oba", avaliou. Ele prevê uma disputa que implica a costura da unidade entre os candidatos do PSDB e do DEM, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab, respectivamente, no segundo turno.CampanhaCandidato do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Raul Henry foi elogiado por Virgílio e pelos senadores tucanos Marisa Serrano (MS) e Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB, também presentes ao evento. Henry foi considerado um candidato jovem, experiente e preparado para implantar, no Recife, um projeto novo e que atenda aos desafios de hoje. "Um projeto que fuja da mesmice e de ações pontuais e populistas", disse Guerra, referindo-se ao atual prefeito, João Paulo (PT), que goza de grande aprovação popular. Henry fez uma síntese da problemática da capital - uma das mais violentas e com altos índices de desigualdade social no País - e antecipou que o programa de governo que irá apresentar à população elegerá a infra-estrutura e o capital humano como prioridades. Na infra-estrutura, o saneamento básico e o transporte urbano. No capital humano, a educação e qualificação profissional, dentro de ações que batizou de "mutirão da cidadania". Antigos aliados do PMDB e do PSDB no Estado, também disputam a prefeitura do Recife o ex-governador de Pernambuco, Mendonça Filho (DEM), e o deputado federal Raul Jungmann (PPS). Jarbas Vasconcelos pregou, no seu discurso, a política da boa vizinhança entre os ex-aliados. "O adversário está na prefeitura do Recife", disse, referindo-se ao secretário municipal João da Costa (PT), apoiado pelo atual prefeito.

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