Virgílio faz críticas ao PMDB e ao PTB

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Arthur Virgílio, criticou hoje o PMDB e o PTB, que integram a base aliada e são contrários ao projeto do governo que altera a legislação trabalhista. Para o ministro, é inaceitável que pessoas que votaram pela quebra dos monopólios das telecomunicações e do petróleo sejam favoráveis a uma legislação com teor fascista que, a pretexto de oferecer "migalhas" aos trabalhadores, "engessa" as relações entre contratante e contratado. Virgílio afirmou também que o governo espera contar com uma "maioria estável" e não relativa, "que acompanha o Executivo na segunda e na terça-feira, e na quarta muda de idéia". "Eu entendo com clareza as manifestações da oposição, mas não aceito que o governo vote desunido", disse o ministro. Ele garantiu que será feito intenso corpo-a-corpo com parlamentares da base aliada, inclusive com a participação de ministros de Estado. "Vamos conversar com aqueles que se ausentaram do plenário ontem, e com os que votaram contra nós, para que reflitam na sua opinião", disse. O ministro afirmou ainda que a Presidência da República trabalha com a hipótese de vitória na votação de hoje à tarde. "Mas perder faz parte do jogo democrático", admitiu.

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