André Dusek/AE
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Virgílio diz que não se intimida e pede saída de Sarney

Líder do PSDB explica denúncia de que teria pegado dinheiro emprestado de Agaciel em viagem a Paris

29 de junho de 2009 | 16h41

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, afirmou nesta segunda-feira, 29, da tribuna, que não se intimida diante da denúncia da revista IstoÉ de que teria pegado dinheiro emprestado do ex-diretor geral Agaciel Maia em viagem a Paris. O tucano pede a saída do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e a demissão de Maia  e do ex-diretor de Recursos Humanos, Carlos Zoghbi. Segundo ele, existe uma "gente sendo chantageada" no Senado.

 

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Segundo reportagem da revista IstoÉ, Virgílio pediu ajuda do ex-diretor em viagem a Paris, em 2003. O pedido resultou numa transferência no valor de R$ 10 mil da conta de Maia para a de Virgílio. Com isso, o cartão de crédito do senador teria sido liberado. A versão do senador é de que ele teve um problema com o cartão na capital francesa e, por isso, teria acionado um funcionário do Senado para o desbloqueio.

 

"Queria intervenção do Banco do Brasil para saber qual o problema com meus cartões", afirmou. Virgílio contou que pediu ajuda a Carlos Homero Vieira Nina, seu amigo e funcionário de seu gabinete. Nina teria recorrido a Agaciel. "Eu disse que não queria ficar com dívidas na mão deste sujeito" e, segundo o tucano, ele foi informado de que a dívida teria sido paga.

 

A revista informa ainda que Nina teria empregado no gabinete do senador dois de seus filhos, sendo que um deles mora no exterior. Virgílio admitiu que os dois foram lotados em seu gabinete e que o filhou que viajou pediu licença para fazer pós lá fora.

 

Virgílio ataca a reportagem e diz que teria sido fruto de uma conversa entre o líder do PTB, senador Gim Argello (DF), o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL) e Sarney.

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