Virgílio diz que foi um dos primeiros a abraçar ACM

O líder do governo no Congresso, deputado Arthur Virgílio (PSDB-AM), disse na tarde de hoje, em entrevista, que Antonio Carlos Magalhães tenha feito críticas duras "e injustas" ao governo no discurso em que renunciou ao mandato, nada expressou que tivesse incomodado o presidente Fernando Henrique Cardoso. Virgílio disse ter sido "um dos primeiros abraçar" Magalhães, na despedida deste, em consideração aos dois anos em que trabalharam juntos nas negociações das votações do Congresso Nacional. O deputado afirmou que, na qualidade de líder do governo, não pode aceitar que Magalhães insinue que houve roubo no processo de privatizações. "Se houve ladrões na privatização, que ele aponte onde estão, de maneira objetiva e nítida", declarou o líder do governo. Ele fez ironia afirmando que a inflação não vai voltar, porque o ministro da Fazenda, Pedro Malan, a quem Magalhães já convidou para se filiar ao PFL, não deixará que ela volte, pois terá sempre atitudes como a que teve quando impediu que o salário mínimo subisse na proporção em que desejava Magalhães. Virgílio apontou como contradição do ex-senador baiano o fato de ter criticado o presidente Fernando Henrique Cardoso por ter-se declarado surpreendido com a crise energética, mas somente agora, depois de seis anos apoiando o governo, descobriu que a economia está mal administrada. Virgílio acrescentou que, se Magalhães quis atacar o governo no discurso de renúncia, falhou no intento, mas, se o objetivo era o de não atacar, ele acertou. O líder advertiu, porém, que o tom oposicionista do discurso de Magalhães faz com que o govenro, daqui para frente, venha a tratá-lo como um político da oposição.

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