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Virgílio chama assessor de Lula de ?aspone do Planalto?

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse hoje que as críticas do assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, contra o governo Fernando Henrique não devem ser levadas a sério. "Ele não entende nada de política internacional e sua atuação se restringe à de um aspone do Palácio do Planalto", reagiu o tucano. "O chanceler Celso Amorim, que é um profissional das relações internacionais, não pode gostar dele."O governo, de acordo com o líder do PSDB, precisa tratar dos assuntos internacionais com mais seriedade, sem ficar preso a opiniões de quem não é especialista no assunto: "Não há mais gordura no governo para alimentar essas fases de brincadeira." Ele atribuiu a Garcia derrapadas na política externa do governo Lula, como a criação de um grupo de apoio ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e o aceno de que o Brasil poderia dar asilo político ao ex-ditador do Iraque Saddam Hussein. "Somente quem está no cargo sem entender dos fundamentos é capaz de oferecer ajuda ao Saddam", atacou.Entre as derrapadas do governo na área internacional, Virgílio apontou a posição do embaixador brasileiro em Cuba, Tilden Santiago, favorável à execução de opositores promovida pelo regime de Fidel Castro. "Ele ainda por cima defendeu que se Lula sofresse um processo semelhante, o governo brasileiro ia ter de tomar suas providencias também", disse o tucano, citando declarações do embaixador publicadas nos jornais de ontem. "Tilden Santiago está lá como um militante, um admirador, um fã do Fidel. Não está lá para trabalhar pelas relações comerciais com Cuba, mas sim para montar um fã clube."Virgílio condenou ainda a afirmação de Garcia de que os dirigentes do PSDB estimularam um clima de temor quando, durante a campanha eleitoral, tornou-se provável a vitória de Lula. O pânico, segundo ele, foi produzido pelos próprios assessores do então candidato do PT: "Quem é essa gente? Quem são essas pessoas que prometem ajuda a Saddam e defendem fuzilamentos".

Agencia Estado,

11 de julho de 2003 | 18h54

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