Virgílio agora estuda representação contra Renan Calheiros

Para tucano, Renan feriu o decoro ao ameaçar denunciá-lo caso o PSDB insistisse em pressionar saída de Sarney

CAROL PIRES, Agencia Estado

30 de julho de 2009 | 16h22

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), pediu que técnicos do partido estudem a possibilidade de apresentar ao Conselho de Ética uma representação contra o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), por quebra de decoro parlamentar. Na avaliação de Virgílio, Renan feriu o decoro ao ameaçar denunciá-lo ao conselho caso o PSDB insistisse em pressionar pela saída de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado.

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A denúncia que Renan se disse disposto a apresentar seria sobre o fato de um assessor de Virgílio ter passado um ano e meio estudando na Espanha com dinheiro dos cofres do Senado. Virgílio está devolvendo à Casa o dinheiro (R$ 210 mil), parceladamente. Na manhã de hoje, Renan Calheiros disse à Agência Estado que o PMDB apresentará ao Conselho de Ética na próxima semana uma representação contra Virgílio por quebra de decoro parlamentar, em resposta às representações que os tucanos registraram contra o presidente do Senado.

O Conselho de Ética recebeu ao todo 11 ações contra Sarney. São cinco representações: duas do PSOL e três do PSDB; e seis denúncias: quatro do líder tucano Arthur Virgílio AM e duas assinadas em conjunto por Virgílio e pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Calheiros é alvo também de uma representação assinada pelo PSOL, que o acusa de responsabilidade pela edição de parte dos atos secretos no Senado. "Eles, senadores do PMDB, querem ficar em paz cometendo as corrupções deles, e ninguém pode se meter. Se eu tivesse ficado calado, não estaria sendo denunciado ao Conselho de Ética. Isto é uma máfia", acusou Virgílio.

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