Violação de painel é discutida em reunião do PFL

O governador do Paraná, Jaime Lerner, que participa em São Luís, no Maranhão, da reunião da Executiva Nacional do PFL, disse esta manhã, referindo-se às denúncias de violação do painel eletrônico do Senado, que "a Nação está constrangida com os fatos". Para o governador, "a população quer um esclarecimento" sobre esse episódio. "É fundamental que essas denúncias sejam esclarecidas", defendeu Lerner, que preferiu não comentar também se daria ou não apoio ao senador Antônio Carlos Magalhães, acusado de envolvimento na violação do painel.Lerner defendeu ainda uma total reformulação do partido. "O partido tem que sentir mais o que o povo quer", afirmou Lerner para quem o PFL é um "envelope amarelado que tem que ser modernizado". "Se o povo abomina o neoliberalismo, por que não repensar isso?", questionou, acrescentando que a maior parte do partido não quer o neoliberalismo. "O PFL precisa deixar de ser aquele adoçante para fazer uma boa mistura. Deixar de ser um partido de conchavos para ser um partido de propostas", acrescentou, defendo uma candidatura própria do partido à sucessão presidencial.As declarações de Lerner provocaram a reação do governador da Bahia, César Borges. "Eu não vejo nenhum fato de constrangimento", disse o governador baiano. "Se o governador Lerner disse isso, tenho que discordar", acrescentou, evitando qualquer outro comentário sobre o assunto. Assim como Lerner, Borges defendeu a necessidade de uma candidatura própria à sucessão presidencial. Borges citou como pré-candidatos os governadores do Maranhão, Roseana Sarney, do Paraná, Jaime Lerner, e o senador Antônio Carlos Magalhães "que é meu candidato", ressaltou. Borges e Lerner participam de uma reunião de governadores do PFL, em São Luís (MA), onde será realizada também a reunião da Executiva Nacional do partido.

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