Vinte mil são esperados em ato contra reforma da Previdência

Diversas entidades do funcionalismo preparam para amanhã, em Brasília, um ato que vai marcar a posição dos servidores públicos frente à reforma da Previdência. A manifestação, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), espera reunir 20 mil pessoas, sendo que 10 mil ligadas à educação. "O ato em defesa dos direitos previdenciários dos educadores" está previsto para começar às 11h, com uma concentração em frente à Catedral de Brasília. Às 13h, uma comissão de servidores na Educação vai tentar entregar um documento da categoria, com sugestão de emendas para a realização da reforma, ao ministro da Previdência, Ricardo Berzoini. Não há audiência agendada com o ministro, segundo a própria CNTE.Às 15h, educadores vão entregar ao presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT), o documento com propostas de emendas e a posição do funcionalismo em relação à reforma. A entidade afirma não ser contra a realização da reforma, mas diz discordar de alguns pontos da proposta da União.A CNTE é contrária, por exemplo, à emenda 20, de 1998, que aumentou o tempo de serviço por tempo de contribuição concomitantemente à idade. A confederação defende o restabelecimento da aposentadoria especial aos 25 e 30 anos de serviço para professoras e professores, respectivamente.A entidade também é contrária à taxação dos inativos. A CNTE diz que uma pesquisa realizada com os funcionários públicos da educação mostra que, após 12 anos de serviço, a média salarial da categoria é de R$ 700. A aposentadoria deles, segundo a entidade, também é pequena, o que não possibilita a cobrança dos inativos.

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