Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Vinda de Lula a Brasília é natural, diz Temer

Auxiliares da presidente Dilma Rousseff, contudo, criticaram nos bastidores o "timing" da viagem de Lula, que coincidiu com a visita oficial de trabalho de Dilma aos Estados Unidos

Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2015 | 16h05

Brasília - Responsável pela articulação política do Palácio do Planalto, o presidente da República em exercício, Michel Temer, afirmou nesta terça-feira, 30, que é "natural" a ida do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Brasília, onde se reuniu com petistas e peemedebistas para discutir a crise política instalada no País.

"É natural (a passagem de Lula), (Lula) é um político, eu acho que as conversações na área política são permanentes, inclusive com o Lula, não tenho dúvida disso", comentou Temer, que disse não ter conversado com o ex-presidente em Brasília.

Auxiliares da presidente Dilma Rousseff, contudo, criticaram nos bastidores o "timing" da viagem de Lula, que coincidiu com a visita oficial de trabalho de Dilma aos Estados Unidos.

 

Na avaliação de uma fonte ouvida pela reportagem, a imagem que se passa é que Lula tenta arrumar a casa em meio ao "caos político" enquanto Dilma não está. 

Novatos. Mais cedo, Temer ofereceu um almoço para cerca de cem deputados federais novatos no Palácio do Jaburu. O aceno aos parlamentares ocorreu depois de vir a público a discussão de parlamentares em um grupo de conversa no WhatsApp, aplicativo de troca de mensagens em celulares. No grupo, os deputados se queixam da demora na liberação de emendas parlamentares e ameaçam derrotar o governo na aprovação do ajuste fiscal.

"Foi um grupo imenso (de parlamentares ao almoço no Jaburu), foi muito agradável, oportuno, acho que é bom pra dar muito valor ao Legislativo. É uma coisa importante", afirmou Temer.

O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, também compareceu ao almoço no Jaburu, mas não discursou.

Questionado sobre a liberação de emendas - constante alvo de reclamações dos parlamentares -, Temer respondeu: "Não houve nenhum despacho (com os deputados no almoço sobre isso), mas as emendas serão liberadas pouco a pouco. Estamos organizando isso."

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