Vincular apoio a cargos pode acabar com PMDB, diz Geddel

O primeiro-secretário da Câmara, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), disse que vai comparecer ao almoço que reunirá amanhã, na casa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), as bancadas do PMDB na Câmara e no Senado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas disse que o PMDB não está unido na tese de adesão ao governo do PT. Geddel disse que a vinculação do apoio do PMDB ao governo a cargos e ministérios "pode acabar com o partido". Ele disse ser contra uma aliança com o governo, alegando que se trata de um governo que ele não ajudou a eleger e que, pelo contrário, trabalhou pela candidatura do candidado José Serra (PSDB) para a Presidência da República. Ele admite que sua posição é minoritária dentro do PMDB, mas observa que conta com número expressivo de deputados. Disse, também, que o apoio às reformas, da parte dele e desse grupo, é inquestionável porque essas reformas são praticamente as mesmas que o governo passado propôs e que ele defendeu até o fim. "Eu estou feliz com o PT de hoje, que está fazendo tudo de acordo com o que se esperaria de um governo que fosse seqüência de Fernando Henrique", afirmou Geddel. "Mas nada me dá certeza de que o PT de hoje não será amanhã igual ao PT de ontem".

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