Vilela quer apoio de Dilma para renegociar dívida de AL

O governador reeleito Teotonio Vilela Filho (PSDB) disse hoje que quer contar com o apoio da bancada federal, na Câmara e no Senado, para conseguir, junto a presidenta eleita, Dilma Rousseff (PT), a renegociação da dívida de Alagoas com a União. "Queremos que o governo federal abra mão da cobrança mensal de R$ 40 milhões que Alagoas paga a União pelo serviço da dívida para que este dinheiro seja investido em educação, saúde, segurança pública e infraestrutura", afirmou Vilela, acrescentando que essa "ajuda" seria justificada levando em consideração os baixos indicadores sociais do Estado.

RICARDO RODRIGUES, Agência Estado

03 de novembro de 2010 | 19h48

Para Vilela, a proposta poderia ser estendida também a outros Estados com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo da média nacional e que destinam fatias consideráveis do seu orçamento para o pagamento de dívida com a União. "Seria uma forma de o governo federal ajudar os Estados mais pobres, sem ter que estender essa ajuda aos demais Estados. Afinal, R$ 40 milhões por mês não é muito para o Brasil, mas faz muita falta para Alagoas."

Viela acrescentou que vai pedir ajuda aos senadores Renan Calheiros (PMDB) e Fernando Collor (PTB) - adversários nas eleições deste ano - para outros projetos de interesse do Estado.

Na primeira entrevista coletiva depois da reeleição, Vilela agradeceu os apoios políticos recebidos durante a campanha, mas não quis adiantar as mudanças que fará no seu secretariado para acomodar as lideranças dos partidos que participaram da sua coligação.

"Todos os secretários estão mantidos até o final do ano. Em dezembro iremos dar início a formação do novo governo, mas as mudanças só irão a partir de 2011, com o início do meu segundo mandato." Segundo ele, apenas o secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, demonstrou interesse em sair do governo, no final do ano, alegando questões de ordem pessoal.

Vilela admitiu que Alagoas ainda lidera o ranking dos Estados com os piores índices sociais do País. "Somos campeões em analfabetismo, pobreza, mortalidade infantil, falta de saneamento e criminalidade. Temos que mudar esse quadro. Já estamos tentando mudar essa realidade aos poucos, atraindo indústrias e gerando empregos. Mas ainda precisamos fazer mais. É por isso que precisamos de uma bancada forte e unida por Alagoas. Os palanques têm que ser desarmados. Agora o tempo é outro."

Dilma Rousseff

Apesar de ter apoiado o candidato derrotado José Serra (PSDB), o governador tucano disse que espera ter com Dilma Rousseff o mesmo relacionamento "amistoso, parceiro e respeitoso" que sempre teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Afirmou que tem uma lista de reivindicações para ser levada a futura presidente do Brasil.

"Queremos que ela mantenha a promessa do presidente Lula de duplicar a AL-101 Norte entre Maragogi e Maceió. Isso vai ajudar a alavancar o turismo. Além de dar continuidade às obras do Canal do Sertão que levarão água para milhares de pessoas e vem recebendo investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)", afirmou. O governador reeleito vai cobrar também investimentos em infraestrutura e saneamento básico, além da instalação de Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs).

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