Vilela admite crise na segurança pública de Alagoas

O governador de Alagoas Teotônio Vilela Filho, candidato à reeleição pelo PSDB, admitiu hoje que a segurança pública no Estado vive uma crise. Ele concedeu entrevista a uma rede de rádios, comandada pela Rádio Educativa FM.

RICARDO RODRIGUES, Agência Estado

16 de agosto de 2010 | 20h51

Para Vilela, os números da violência em Alagoas "são alarmantes". Em 2009, foram mais de 2 mil homicídios registrados. A cada final de semana, o número de assassinatos varia de dez a 15. O governador responsabilizou o governo anterior pelos dados negativos da segurança pública no Estado.

"Quando assumi o governo, em 2007, Alagoas já ocupava a primeira posição no ranking de mais homicídios por habitante", disse. "Não estou nada satisfeito com o quadro da criminalidade e tenho feito de tudo para tentar revertê-lo", falou o tucano.

Durante a entrevista, Vilela disse ainda que se sentia frustrado por ter deixado o funcionalismo publico quatro anos sem reajuste salarial. "Sinto-me frustrado por não ter feito mais pelos servidores, não pude botar em prática a política salarial que eu desejava", disse. "As pessoas sabem que isso aconteceu por conta do déficit de R$ 480 milhões que herdei da administração passada", justificou Vilela.

Na semana passada, Vilela denunciou o rombo que teria sido deixado pelo ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) ao Ministério Público Estadual, ao Tribunal de Justiça do Estado e à Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL).

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