Vigilante é internado após usar anabolizante para animal

Vendidos livremente em lojas de produtos veterinários, os anabolizantes usados para engordar bois e cavalos já fizeram duas vítimas em menos de uma semana na cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais. Ontem, o Hospital Universitário do município mineiro confirmou que o vigilante M.C., de 34 anos, foi internado há 20 dias com insuficiente parcial dos rins, hepatite aguda e fígado aumentado. Na semana passada, um soldado do exército teve de ser submetido a uma cirurgia para retirar parte do braço, devido à complicações pelo uso da substância.Apesar de não correr risco de morte, ele permanecerá internado até que seja conhecido o resultado de uma biópsia do fígado, que vai verificar se há indícios de doenças graves, como câncer. Além disso, será submetido a uma endoscopia digestiva e exames cardiovasculares. Os primeiros exames revelaram insuficiência renal e hepatite. A irmã do vigilante contou que o irmão fazia uso, há cerca de dois anos, do complexo vitamínico conhecido por ADE, de aplicação veterinária.Na última segunda-feira, um soldado do exército teve de retirar uma parte do braço direito necrosada, após o uso do anabolizante Nandrolona. O soldado, que queria ganhar massa muscular rapidamente, passou a receber injeções semanais do anabolizante. Porém, após algumas semanas, começou a sentir fortes dores de cabeça, febre, dores pelo corpo e dormência nos membros. Dos vários efeitos colaterais, os anabolizantes causam graves lesões hepáticas e renais e aumentam o risco de câncer, elevação da pressão arterial e ocorrência de infarto, além de derrames cerebrais.

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