Vigilância Sanitária interdita venda da porangaba

O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo proibiu a comercialização do produto porangaba (chá-de-bugre), indicado para emagrecimento, por causa de irregularidades. No primeiro semestre, o Procon-SP recebeu 14 reclamações do produto, envolvendo empresas de televendas e fabricantes. A principal queixa é a não-eficácia do produto. Consumidores apontaram também que não é possível identificar a empresa responsável pela venda, além de cobrança indevida e não-entrega do produto.A Vigilância Sanitária cita, especificamente, irregularidades dos produtos Porangaba Natumed (potes de 220, 110 e 55 cápsulas, e líquido de 150 e 250 ml), com material promocional indicando ação terapêutica, por não ter registro no órgão competente do Ministério da Saúde; Porangaba, 220 cápsulas, fabricado por Bio-Macro Laboratório Farmacêutico, por não apresentar na embalagem o número do registro no órgão competente do Ministério da Saúde; e Porangaba A Cura pela Natureza, 220 cápsulas, fabricado por L.F. Comércio de Produtos Naturais Ltda.- por conter indicações terapêuticas no rótulo. Também foi determinada a proibição da comercialização e uso dos produtos fabricados pela Lobo Franco Comércio e Indústria (com exceção do Fortevit solução oral 500 ml), pelo fato de não possuírem registro junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).Procurado pela Agência Estado, o advogado da Natumed, Valdir Bunduki, limitou-se a dizer que a empresa apenas distribui o produto dos laboratórios Bio-Macro e Lobo Franco e não soube informar onde estão instalados os laboratórios.

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