Vieira quer articular turismo com programas do governo

O ministro do Turismo, Gastão Vieira, assumiu o cargo hoje dizendo querer articular o setor com outros programas do governo, como o Brasil Sem Miséria e o Pronatec. A imprensa não foi autorizada a acompanhar a posse e o evento foi transmitido apenas pela TV NBR, canal oficial do governo federal. Entre a presidente Dilma Rousseff e o novo ministro estava o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), padrinho político de Vieira.

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

16 de setembro de 2011 | 17h11

Vieira minimizou a simplicidade do evento, em ambiente reservado, dizendo esperar que na sua saída seja possível ver os resultados de seu trabalho. "Quero agradecer essa cerimônia simples para que a saída seja cheia do sentimento do dever público", disse. O ministro destacou seu trabalho como secretário de Planejamento e Educação no Maranhão, onde serviu ao agora ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e à atual governadora Roseana Sarney (PMDB), filha do presidente do Senado.

O novo ministro comentou ainda a forma como foi convidado para o cargo na noite de quarta-feira. Ele se encontrou com a presidente e o vice, Michel Temer, por volta das 23 horas e disse ter aceitado a missão por não ter outra escolha. "Eu estava assustadíssimo quando recebi o seu convite, estava com tanto medo que nem que eu quisesse poderia dizer não", afirmou. Em nenhum momento ele citou o antecessor, seu conterrâneo Pedro Novais (PMDB-MA), que foi demitido depois de denúncias de irregularidades na aplicação de recursos públicos.

Vieira procurou destacar o que pretende fazer no comando do Turismo. Ele afirmou ser necessário trabalhar em conjunto com o programa Brasil Sem Miséria para que os beneficiários de programas sociais como o Bolsa Família possam ser capacitados para trabalhar na área do turismo. Disse ainda querer fazer parceria com o ministério da Educação dentro do programa Pronatec, destinado ao ensino profissionalizante.

O novo ministro destacou ainda ser necessário ampliar o mercado interno de turismo, incluindo entre os consumidores a chamada nova classe média. "Precisamos colocar essa nova massa de brasileiro nos ganhos do turismo nacional", defendeu.

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