Viegas nega saída do ministério

O ministro da Defesa, José Viegas, disse hoje, ao término da solenidade comemorativa do aniversário da Batalha Naval do Riachulo, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe disse, momentos antes, que não pretende tirá-lo do cargo. "Eu próprio comentei com ele, hoje, e ele disse ´não´. Não tem nada a ver. Eu sou o ministro da Defesa, fui nomeado ministro pelo presidente, e serei ministro enquanto o presidente quiser que eu seja", afirmou Viegas. "Essa é uma decisão do presidente, e não creio que caiba a mim fazer comentários à imprensa a respeito desse problema".Viegas atribuiu a "especulações da imprensa" notícias que vêm sendo divulgadas nos últimos dias, segundo as quais ele estaria de saída em virtude de insatisfação do Palácio do Planalto e dos militares com sua falta de empenho e diante de denúncias que o atingiram, sobre realização de contratos beneficiando um amigo e viagens em fins de semana em aviões da FAB. Haveria, além disso, o propósito do PT de acomodar o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo (PCdoB), na pasta da Defesa, com o que se abriria espaço para o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, voltar à coordenação política que vinha exercendo antes da criação da Secretaria de Coordenação Política, após o surgimento do caso Waldomiro (envolvimento do ex-assessor da Casa Civil, Waldomiro Diniz, com um bicheiro).Perguntado se irá à festa junina programada por Lula para amanhã, na Granja do Torto, Viegas adiantou que irá à festa usando suspensório e, talvez, chapéu de palha. Mas disse que não sabe dançar forró. Viegas adiantou, também, que levará como quitute para a festa suspiros a la limeña, segundo ele um doce peruano muito gostoso. Viegas é casado com uma peruana.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.