Viegas diz que não há prazo para reajuste de militares

O ministro da Defesa, José Viegas, disse que o governo reconhece a necessidade de aumentar os salários dos militares, mas que não há prazo para um reajuste. Ao participar da inauguração do Hospital do Idoso, na capital acreana, Viegas criticou as famílias de militares que fizeram protesto por aumento salarial na solenidade de troca da bandeira, no último domingo, em Brasília. "Grito só atrapalha. Não precisa de grito, isso se resolve com serenidade", observou. Viegas também criticou a postura do deputado Jair Bolsonaro (PTB-RJ), ex-militar linha-dura que defende reajuste para militares. "Não precisamos de intermediário e de ninguém batendo panela para que o governo tenha consciência da necessidade de fazer um reajuste digno e correto", afirmou o ministro. Ele informou que hoje, durante a viagem de Brasília a Rio Branco, conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a defasagem salarial dos militares.Segundo o ministro, o presidente demonstrou "boa vontade" em corrigir as defasagens acumuladas ao longo do tempo. Ainda nesta semana, Viegas vai discutir a questão com o ministro do Planejamento, Guido Mantega. "Vamos apresentar, depois, ao presidente uma posição conjunta", salientou. "Não vou fazer afirmações quanto a prazo, pois essa é uma questão que tem de ser resolvida com serenidade e calma." O ministro disse que a questão salarial dos militares deve ser "levada em conta" quando o governo "equacionar" o reajuste. A uma pergunta se o protesto das famílias dos militares tinha repercutido mal no governo, Viegas respondeu: "A interlocução com o g overno é fluída e fácil, e nós não precisamos de intermediário para isso. Já recebi várias vezes (o deputado Jair Bolsonaro), mas para discutir salário isso não é necessário."

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