Vidigal não viu no discurso de Jobim defesa a Okamoto

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, Edson Vidigal, disse que não viu como defesa ao amigo do presidente Lula, Paulo Okamoto, o discurso, hoje, do presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, que negou a quebra de sigilos de Okamoto. "Não leio o discurso do Jobim como defesa. Na verdade, no estado de direito, na democracia, o STF, como guardião da Constituição, não pode recusar sua função de poder moderador da República.Sempre que houver avanços, recuos, ameaças a direitos individuais, cabe sim ao Supremo intervir de pronto para trazer o equilíbrio e o princípio de igualdade de todos perante a lei", disse Vidigal.Sobre o mesmo assunto, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, lembrou que "o Poder Judiciário é o poder encarregado de controlar a legalidade formal dos atos". Para o ministro, "isto faz parte do sistema de freios e contra pesos, que é fundamental na República".

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