Vice-procuradora pede que Supremo cobre extradição de Pizzolato ao Brasil

Em petição, Ela Wiecko sugere ainda que, na impossibilidade da extradição, pena de ex-diretor do Banco do Brasil seja cumprida na Itália

Mariângela Gallucci - O Estado de S. Paulo

19 de novembro de 2013 | 15h09

Em petição enviada ao Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira, 19, a Procuradoria Geral da República recomendou uma série de medidas para fazer valer o cumprimento da condenação imposta ao ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, por envolvimento no mensalão. Ele está foragido na Itália desde a expedição de sua ordem de prisão, na última sexta-feira, 15.

A vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, solicitou que seja requerida a extradição do ex-diretor, que tem dupla cidadania (brasileira e italiana), o que dificultaria o retorno dele ao Brasil. Na impossibilidade de ser realizada a extradição, a vice-procuradora opina que ele deveria cumprir pena na Itália. A última opção seria o Brasil enviar as provas para que a justiça italiana julgasse o caso.

Pizzolatto foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão e a uma multa de R$ 1,338 milhão de reais, que ainda deve ser corrigida, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato no julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Tudo o que sabemos sobre:
mensalao

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.