Vice-procuradora pede que junta médica avalie estado de saúde de Genoino

Defesa solicita transferência de deputado para prisão domiciliar em razão de problemas cardíacos

Valmar Hupsel Filho - O Estado de S. Paulo

19 de novembro de 2013 | 14h00

Em parecer emitido na manhã desta terça-feira, 19, a Procuradoria-Geral da República sugere que uma junta médica avalie se o ex-presidente do PT, José Genoino, tem condições de cumprir pena em regime semiaberto. Durante o fim de semana, a defesa pediu que o deputado licenciado, preso por envolvimento no mensalão no Complexo Penitenciário da Papuda, cumpra pena em prisão domiciliar.

"O estado de saúde do requerente pode efetivamente ser de tal forma delicado que mesmo a possibilidade prevista pela lei de execução penal torne inviável o cumprimento da pena com garantia de sua dignidade e integridade física", diz o documento assinado pela vice-procuradora-geral, Ela Wiecko de Castilho.

A representante da PGR julgou improcedente uma segunda petição protocolada pela defesa de Genoino, que pedia sua transferência por estar submetido a um sistema mais gravoso àquele para o qual foi condenado.

Condenado a 6 anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto no processo do mensalão, Genoino se entregou à Polícia Federal na última sexta-feira, 15, e permaneceu detido no Complexo Penitenciário da Papuda até essa segunda, 18, quando foi determinada a ida para o semiaberto. A decisão foi extensiva ao ex-ministro José Dirceu e ao ex-tesoureiro Delúbio Soares.

Neste período, Genoino teria se sentido mal, com alteração na pressão arterial, em pelo menos duas ocasiões e precisou receber atendimento médico. Ele se recupera de uma cirurgia cardíaca a qual foi submetido no final de julho.

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