Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Vice procuradora-geral diz que liberdade de executivos não atrapalha investigação

Supremo revogou prisão preventiva de nove executivos investigados na Lava Jato

Beatriz Bulla, O Estado de S. Paulo

29 Abril 2015 | 19h11

A vice procuradora-geral, Ela Wiecko, comentou nesta tarde a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de revogar a prisão preventiva de nove executivos presos na Operação Lava Jato e determinar que eles permaneçam em prisão domiciliar enquanto aguardam julgamento. Para Ela, que é a procuradora-geral da República em exercício em razão de viagem do procurador-geral, Rodrigo Janot, a decisão não atrapalha o andamento das investigações. 

"Acho que não vai atrapalhar a investigação, porque foram colocadas condições, elas são impeditivas", disse a vice procuradora-geral. Ela afirmou, no entanto, que haveria "mais certeza" de que o andamento do caso não será prejudicado se os executivos estivessem presos. 

Os executivos que foram liberados para deixarem a prisão deverão permanecer em regime domiciliar, com uso de tornozeleiras eletrônicas e outras restrições, como a proibição de participar da administração das empresas que supostamente formaram cartel para firmar contratos com a Petrobras e de entrar em contato com outros investigados. 

Ela Wiecko acredita que a decisão do STF não interfere na negociação de acordos de delação premiada com os empreiteiros. "Podem fazer a delação premiada enquanto não oferecida a denúncia, tem tempo ainda", disse a procuradora. 

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