Vice-presidente dos EUA convida Temer para encontro

Joe Biden é quem deu declaração mais contundente de apoio ao peemedebista da administração do governo Obama após a destituição de Dilma Rousseff

Cláudia Trevisan, enviada especial, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2016 | 10h09

NOVA YORK - O presidente Michel Temer vai se encontrar nesta quarta-feira,21, com o vice-presidente americano, Joe Biden, que há duas semanas deu a mais contundente declaração de apoio ao novo governo do Brasil de um integrante da administração Barack Obama. Solicitada por Biden, a reunião foi incluída na agenda do presidente poucas horas antes de sua realização. Horário e locais ainda não foram divulgados.

Biden e Temer se conhecem desde 2012, quando dividiram a mesma mesa na recepção de posse do presidente do México, Enrique Peña Nieto. Ambos voltaram a se encontrar no ano seguinte, quando o americano visitou o Brasil. Biden voltou ao País em 2014, durante a Copa do Mundo, e visitou Temer no Palácio do Jaburu, em Brasília. Na época, a assessoria de Temer disse que ele havia sido convidado por Biden para visitar os EUA no ano seguinte, mas a viagem não chegou a ser marcada. Em dezembro do ano passado, Temer, então vice-presidente, enviou uma carta à então presidente Dilma Rousseff na qual apontava episódios que demonstrariam a "desconfiança" que o governo tem em relação a ele e ao PMDB. Um dos tópicos da carta foi sobre Biden: "Recordo, ainda, que a senhora, na posse, manteve reunião de duas horas com o Vice Presidente Joe Biden - com quem construí boa amizade - sem convidar-me o que gerou em seus assessores a pergunta: o que é que houve que numa reunião com o Vice Presidente dos Estados Unidos, o do Brasil não se faz presente? Antes, no episódio da "espionagem" americana, quando as conversar começaram a ser retomadas, a senhora mandava o Ministro da Justiça, para conversar com o Vice Presidente dos Estados Unidos. Tudo isso tem significado absoluta falta de confiança".

Há duas semanas, o vice-presidente disse que a transição de poder no Brasil seguiu a Constituição e os procedimentos estabelecidos na legislação e afirmou que seu governo vai trabalhar “de perto” com a administração Temer. “O Brasil é e continuará a ser um dos parceiros mais próximos dos Estados Unidos na região, porque, entre democracias, as parcerias não são baseadas nas relações entre dois líderes, mas são baseadas no duradouro relacionamento entre os dois povos”, afirmou o vice americano.

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