Vice-presidente do STJ tem celular clonado

O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Edson Vidigal, descobriu na quarta-feira que ele e a mulher, a jornalista Eurídice Maria da Nóbrega e Silva Vidigal, são as novas vítimas da clonagem de telefones celulares, procedimento ilegal em que uma linha tem suas características copiadas e implantadas em outro aparelho. Assim, as ligações feitas dos dois aparelhos são debitadas da mesma conta. A assessoria do ministro desconfiou do problema após receber a última conta telefônica, no valor de R$ 800. Normalmente, Edson Vidigal gasta R$ 150 por mês com o celular. Também foram detectadas várias chamadas feitas a partir do Rio de Janeiro, cidade na qual o ministro esteve pela última vez em maio. De acordo com a assessoria de comunicação do tribunal, descobriu-se que as ligações eram feitas das áreas de Bangu e Engenho de Dentro. O presidente do STJ desconfia que o ?clone? de seu telefone esteja no presídio de Bangu 1, conforme a assessoria do tribunal. As empresas TCO e Telefônica investigam a clonagem do celular do ministro, segundo o STJ. Edson Vidigal considera "estranha" a sucessão de fatos ilícitos dos quais tem sido vítima ultimamente. Há cerca de um ano, o telefone da casa do ministro em Brasília foi grampeado. Um inquérito foi aberto pela Polícia Federal, mas nada foi apurado, segundo o STJ. O telefone do ministro, no Maranhão, também foi grampeado. De acordo com o STJ, no ano 2000, um ?hacker? modificou um voto de Edson Vidigal. Na mesma época, o motorista do vice do STJ foi seqüestrado na Universidade de Brasília (UnB).

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