Vice-presidente do PT defende base aliada 'menor e mais consistente'

Para deputado José Guimarães (CE) PT 'não pode ficar nesse mata-mata' em referência aos conflitos com os partidos que fazem parte da base mas estão votando contra o governo

BERNARDO CARAM E DIDA SAMPAIO, Estadão Conteúdo

12 de novembro de 2014 | 16h17

O vice-presidente nacional do PT, deputado José Guimarães (CE), defendeu na tarde desta quarta-feira, 12, uma reestruturação na base aliada do governo Dilma Rousseff. Para o petista, o partido vive um processo de isolamento no Congresso. "Eu prefiro uma base menor, mais consistente, que fosse capaz de enunciar uma carta-compromisso para o País, que estabelecesse os termos da governabilidade e da relação com o governo", defendeu.

Guimarães considera a base atual inchada e fragilizada. "A imprensa divulga 365 deputados da base. Você chacoalha o saco, não ficam 200". O chamado "blocão", grupo de partidos da base insatisfeitos com o governo, tem pressionado e votado contra projetos de interesse do Palácio do Planalto.

O bloco é liderado informalmente por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que também comanda o partido mais forte da Câmara e da base governista. "O PT não pode ficar nesse mata-mata aqui dentro", afirmou Guimarães, ao dizer que vai levar a ideia ao encontro da bancada do partido, que será realizado nesta quinta-feira, 13, em Brasília, com a presença do presidente da sigla, Rui Falcão, e dos ministros Aloizio Mercadante e Ricardo Berzoini.

Na base aliada ideal de José Guimarães, também caberiam parlamentares de partidos oposicionistas. "Temos que fazer movimentos suprapartidários e plurais, com gente de todos os partidos, dialogando inclusive com a oposição", disse.

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