Vice-presidente descarta plebiscito válido para 2014

Após reunião com líderes aliados na Câmara, Temer reafirma intenção de fazer a consulta popular, mas diz não haver tempo para aprovar reformas antes das próximas eleições

Ricardo Della Coletta e Rafael Moraes Moura

04 de julho de 2013 | 12h37

O vice-presidente da República, Michel Temer, descartou nesta quinta-feira, 4, a hipótese de o plebiscito sobre a reforma política aprovar mudanças válidas já para as eleições de 2014. Após reunião com lideranças da base na Câmara, Temer afirmou não haver tempo para aprovar propostas, mas, segundo ele, a consulta popular ainda está mantida.

"Não há mais condições - e vocês sabem disso - de fazer qualquer consulta antes de outubro. E, por isso, qualquer reforma que venha só se aplicará para as próximas eleições e não para esta", disse Temer. A consulta popular, disse Temer, deve ser realizada no segundo turno do pleito de 2014 e as alterações provenientes entrariam em vigor nas eleições subsequentes. "A maioria dos que discutiram aqui está optando pelo plebiscito junto com as eleições de 2014, no segundo turno".

Nessa semana, o governo federal entregou ao Congresso cinco sugestões de temas que poderiam ser abordadas na consulta. As propostas, no entanto, encontram resistências na oposição e mesmo na base aliada. A presidente defendeu a realização de um plebiscito para a reforma política como parte das respostas do governo às reivindicações vindas das ruas durante os protestos.

Depois das lideranças da base na Câmara, Temer terá encontro também com as lideranças do Senado. "Havendo o mesmo apoio à tese plebiscitária, em seguida, as bases da Câmara e do Senado formalizarão um Projeto de Decreto Legislativo para fixar a data e os temas a serem debatidos", disse.

O vice-presidente afirmou ainda que o Congresso deve formatar um projeto de reforma política e chegou a sugerir a possibilidade de o plebiscito ser descartado. "Mas, se o Congresso formatar uma reforma política que for adequada às aspirações populares, quem sabe até não se pense em plebiscito", ponderou Temer, para depois emendar que a prioridade é optar pela via plebiscitária, opção defendida pela presidente Dilma Rousseff. "Os líderes concordaram com a ideia do plebiscito", afirmou.

 

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