DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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Vice-líder do governo na Câmara defende afastamento de Cunha do cargo

Após presidente da Câmara ser acusado de pedir propina e anunciar rompimento com o governo, Silvio Costa diz que parlamentar perdeu condições morais de permanecer na função

VICTOR MARTINS, DANIEL CARVALHO E LETÍCIA SORG, O Estado de S. Paulo

17 de julho de 2015 | 13h09

BRASÍLIA E SÃO PAULO - Logo após o encerramento da entrevista coletiva do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o vice-líder do governo na Casa, deputado Sílvio Costa (PSC-PE), aproveitou os jornalistas reunidos para anunciar que vai pedir o afastamento do peemedebista. "Peço o afastamento temporário de Cunha pela tranquilidade do Parlamento", disse, ressaltando que vai se reunir com juristas para saber se "cabe um impeachment" do peemedebista.

Depois de afirmar que não falava em nome do governo, Costa disse que, embora tenha a seu favor a presunção legal de inocência, Cunha "perdeu as condições morais de ficar à frente da Câmara". Para o deputado, quando se afastar do cargo, Cunha "mostrará que não tem apego ao poder."

Costa afirmou que a Câmara destituiu Severino Cavalcanti (PP-PE) do cargo por "muito menos". Em 2005, Cavalcanti renunciou em meio a denúncias de recebimento de um "mensalinho" pela concessão de um restaurante da Casa. Cunha é alvo de investigação por participação no esquema de desvios da Petrobras e, segundo delator, teria pressionado para receber US$5 milhões em propina.

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