Vice-líder do governo acredita que Senado tomará novo rumo

Argello diz que, tanto do ponto de vista administrativo quanto legislativo, estão sendo tomadas providências

Agência Brasil,

16 de julho de 2009 | 17h23

Ao contrário dos senadores de oposição para os quais o recesso parlamentar não diminuirá a pressão para que o presidente José Sarney (PMDB-AP) se afaste do cargo, o vice-líder do governo, Gim Argello (PTB-DF), disse nesta quinta-feira, 16,  que o Senado entrará "num novo rumo" a partir do segundo semestre.

 

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Um dos principais aliados de Sarney, Argello destacou que, tanto do ponto de vista administrativo quanto legislativo, estão sendo tomadas providências para superar a crise gerada na Casa a partir de denúncias de irregularidades na administração envolvendo, inclusive, o presidente.

 

O vice-líder afirmou que o presidente José Sarney e o primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), tem tomado, do ponto de vista administrativo, todas as providências para apurar as denúncias. Já no âmbito legislativo, o parlamentar destacou que o Senado entra em recesso sem qualquer matéria pendente de votações.

 

Na quarta-feira, os senadores votaram 37 matérias e, hoje, limparam a pauta com a apreciação de autorizações para a contratação, por estados, de empréstimos em organismos internacionais, votaram 90 requerimentos e um projeto de lei que proíbe a cobrança, aos consumidores, por concessionárias de água e de energia elétrica, da taxa de religação do serviço prestado.

 

Entre as matérias aprovadas ontem, em plenário, destacam-se, ainda, o projeto que institui a Lei na Nacional de Adoção - que, agora, segue para sanção presidencial - o projeto de lei que reserva, no Estatuto da Criança e do Adolescente, 10% das vagas existentes em todas as creches, pré-escolas e equivalentes a crianças portadoras de deficiência; e as novas regras para a concessão da tarifa social de energia elétrica.

 

A tarifa social deve beneficiar 22 milhões de pessoas de baixa renda. Para entrar em vigor, a matéria ainda depende de votação na Câmara dos Deputados e da sanção presidencial. Os descontos vão variar de 10% a 100%.

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