Vice-governador do Rio é contra tropas federais na eleição

'Eu sou contra, mas quem decide é o governador. Acho que tem até uma conotação política', diz Pezão

REUTERS

15 de agosto de 2008 | 14h00

O vice-governador do Estado do Rio de Janeiro, Luis Fernando Pezão, afirmou na sexta-feira que é contra o envio de tropas federais para atuar nas eleições na capital por enxergar conotação política na decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na noite de quinta-feira, o TSE autorizou o envio de tropas federais ao Rio, mas disse aguardar o pedido do governador Sérgio Cabral para liberá-las. A presença das tropas seria para garantir a normalidade da campanha eleitoral em comunidades controladas pelo tráfico e por milícias.  Veja também:TRE-RJ apóia decisão do TSE de envio de tropas nas eleições Candidatos reagem a 'currais' do tráfico e milícias no RioNo Rio, candidata faz campanha com escoltaDeputado suspeito de ligação com milícias é preso no RioConheça os candidatos a prefeito no Rio  Especial tira dúvidas do eleitor sobre as eleições   Veja as regras para as eleições municipais Segundo o vice-governador, o Estado vem solicitando ao governo federal apoio das Forças Armadas para atuar em ações mais amplas, como patrulhamento de fronteiras, de estradas e no suporte a operações das polícias civil e militar. "Eu sou contra, mas quem decide é o governador. Acho que tem até uma conotação política", disse ele a jornalistas em visita a projeto social no Morro do Cantagalo, zona sul da cidade. "A gente no Rio de Janeiro precisa sim da ajuda das Forças Armadas. A Marinha poderia ajudar no combate ao tráfico de armas pela Baía de Guanabara, estamos cercados de rodovias federais, e as Forças Armadas poderiam estar cercando essas localidades. Mas não precisa para a eleição", acrescentou. O governador e secretários estão reunidos no Palácio Guanabara para decidir se requisitam oficialmente o envio da força federal. O candidato a prefeito Fernando Gabeira, do PV, presente ao mesmo evento, apóia o envio das tropas para a eleição, mas não pretende solicitar ajuda pessoal para fazer campanha em morros e comunidades carentes da cidade. Na opinião de Gabeira, a questão é analisar o ônus político do envio de tropas federais. "Se der problema, de quem é a responsabilidade? A batata quente está aí." 

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