Reprodução|TV Anhanguera
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Vice-governador de Goiás é baleado e candidato a prefeito de Itumbiara morre

Carreata no interior do Estado foi alvejada por atirador que morreu em troca de tiros com a PM

Leonêncio Nossa, Andreza Matais e Eduardo Brito, O Estado de S. Paulo

28 Setembro 2016 | 20h02

Uma carreata comandada pelo governador em exercício de Goiás, José Eliton (PP), terminou na morte de três pessoas na tarde desta quarta-feira, 28, em Itumbiara, cidade a 240 quilômetros de Goiânia. Eliton foi ferido no abdômen e o candidato a prefeito José Gomes da Rocha (PTB), o Zé Gomes, que estava ao seu lado na carroceria de uma caminhonete, foi baleado na cabeça por um homem que se aproximou do veículo. O assassino, Gilberto Ferreira do Amaral, e um policial militar, o cabo Vanilson Rodrigues, morreram em seguida durante tiroteio. 

O governador em exercício foi levado para o hospital municipal. No começo da noite, ele foi transferido de helicóptero para a capital. José Eliton passaria por uma cirurgia para retirar dois projéteis. Até o fechamento desta matéria, não tinha sido divulgado boletim médico. O deputado Jovair Arantes (PTB) e o senador Wilder Morais (PP), também estavam no carro de Zé Gomes, mas não foram atingidos pelos disparos. 

A Polícia Civil de Goiás informou que o atirador, Gilberto Ferreira do Amaral,de 53 anos, era auxiliar de serviços gerais da Secretaria Municipal de Saúde  de Itumbiara. O cabo da polícia morto estava, no momento do crime, fazendo a segurança do candidato a prefeito.

Minutos após a notícia do atentado ser divulgada por blogs e sites de Goiás, políticos do Estado manfiestaram o pesar pela morte de Zé Gomes. “É uma tragédia que choca a todos nós goianos”, afirmou em nota o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado.

Um dos mais ricos políticos do interior goiano e ex-prefeito, Zé Gomes declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 110 milhões, formado em sua maioria por fazendas. Chamado de “Maluf de Itumbiara” por uma série de acusações, o candidato tentava voltar ao comando da prefeitura, que chefiou de 2005 a 2012. Nestas eleições, ele conseguiu montar uma coligação de 14 partidos, incluindo o PT, o PMDB e o PSDB. 

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