Vice do RS diz que não vai depor na CPI do Detran

Decisão de do presidente da CPI foi tomada depois de uma votação que rejeitou a convocação de Feijó

ELDER OGLIARI, Agencia Estado

16 de junho de 2008 | 20h20

O vice-governador Paulo Feijó  (DEM) e o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), João Luiz Vargas, serão convidados a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul, sem a obrigação de comparecer. "Vou comunicar a eles que há dois horários disponíveis, na quarta-feira à noite e na quinta-feira à noite", disse o presidente da comissão, Fabiano Pereira (PT). Mas o vice-governador já avisou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não aceitará o convite porque não tem informações novas a acrescentar.   Veja também: Gravação de conversa abre crise no governo Yeda, no RS Deputados do PT pedem saída de governadora do RS PP e PMDB rompem com chefe da Casa Civil do RSA decisão de do presidente da CPI foi tomada depois de uma votação que rejeitou a convocação de Feijó e Vargas, sob a alegação de que ambos têm foro privilegiado, mas não colocou objeções ao comparecimento espontâneo. O vice-governador deflagrou uma crise política no Estado ao exibir uma gravação em que o ex-chefe da Casa Civil Cézar Busatto dizia que partidos políticos se financiam de órgãos públicos. A nova postura de Feijó é diferente daquela apresentada em entrevista coletiva no dia 21 de maio, quando o vice-governador afirmou que, como homem público, tinha o dever e a obrigação de ir à CPI. Vargas foi citado em algumas conversas de pessoas envolvidas na fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran entre 2003 e 2007 e tem um filho entre os 40 réus do processo aberto pela Justiça após a denúncia do Ministério Público Federal (MPF). O presidente do TCE chegou a dizer em maio que iria depor, mas não marcou data e nem se pronunciou mais.Casa CivilEm meio a mais um dia de reuniões políticas, a governadora gaúcha, Yeda Crusius (PSDB), convidou o prefeito de Santa Cruz do Sul, José Alberto Wenzel (PSDB), para assumir a Casa Civil na vaga deixada por Busatto, no dia 7. Wenzel ficou de dar a resposta até quarta-feira.

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