Reprodução/TV Estadão
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Vice do PSDB volta a defender impeachment de Dilma

'Se houver motivos para denunciá-la - a presidente - como tendo cometido crime de responsabilidade e se o quadro político e econômico continuar a se deteriorar, pode ser a saída democrática necessária', afirmou Goldman

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

21 de janeiro de 2015 | 21h38

Brasília -  O vice-presidente do PSDB, Alberto Goldman, voltou a defender nesta quarta-feira, 21, que a oposição deveria pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

"Se houver motivos para denunciá-la - a presidente - como tendo cometido crime de responsabilidade e se o quadro político e econômico continuar a se deteriorar, pode ser a saída democrática necessária. Talvez a única", escreveu.


Um dia antes, o tucano havia registrado que a oposição precisava discutir o que fazer diante da crise financeira e das denúncias de corrupção que atingem a Petrobrás.

Nesta quarta, ele afirmou que não entende por que parte do eleitorado petista havia se indignado com o fato de ele levantar a possibilidade do impeachment, e ironizou dizendo que os mais jovens poderiam até não se lembrar, mas isso foi o que aconteceu em 1992, com o então presidente Fernando Collor de Mello. 

"Não se perpetrou, então, nenhum golpe. Usou-se do texto constitucional e da legislação em vigor para, democraticamente, retirar do poder um presidente que não correspondia às necessidades da Nação", afirmou.

Apesar de dizer que não era o "desejo" do PSDB abrir um processo de impeachment contra a presidente, ele afirmou não ver capacidade em Dilma e nos partidos da base aliada de "gerenciar a administração pública e superar as acusações de corrupção que se espraiam por ela".

"Se para o País o impeachment é a saída para abrir perspectivas melhores para todos temos a obrigação de usá-lo como o instrumento legal apropriado", disse.

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