Daniel Teixeira/AE
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Vice de Serra diz que Haddad não repassou recursos para SP quando foi ministro

Schneider criticou atuação de Marta na campanha e defendeu realizações da gestão de Kassab

Cristiane Salgado Nunes - O Estado de S. Paulo,

12 de setembro de 2012 | 16h39

Em entrevista à TV Estadão nesta quarta-feira, 12, Alexandre Schneider (PSD), vice do candidato José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo, afirmou que Fernando Haddad (PT) não repassou recursos para a capital paulista quando foi ministro da Educação e que o petista precisaria ficar 50 anos no cargo para construir o equivalente de creches da gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD). "O Haddad não avançou nas creches, fez cinco vezes menos do que fizemos em São Paulo, mesmo com um orçamento maior. É muito fácil ficar em Brasília assinando papéis e achar que o mundo vai mudar, tem que trabalhar junto".

Schneider ainda criticou a postura de Marta Suplicy (PT) na campanha, dizendo que a petista insultou Serra pelo Twitter ao chamá-lo de mentiroso. "A campanha começou a ter condutas não adequadas. Acho que o debate tem que ser político e não pessoal". O candidato a vice também descartou que cartilhas para desqualificar os adversários sejam usadas na campanha tucana. "Eu soube pelo jornal sobre essa cartilha. Eu não tinha conhecimento, nem o Serra tinha", comentou.

O vice de Serra acredita na chegada da chapa ao 2ª turno e afirmou que o tucano ficará o mandato inteiro na Prefeitura e "até mais se a população quiser". Quando questionado sobre a saída de Serra do cargo para concorrer ao governo estadual, Schneider respondeu que o tucano não abandonou São Paulo porque quando foi governador "investiu na capital como ninguém".

O candidato descartou a liderança de Celso Russomanno (PRB) nas pesquisas de intenção de votos como um fenômeno, já que o candidato possuía carreira como comunicador, e enfatizou que as "eleições estão apenas começando". Sobre a alta rejeição de Serra, Schneider avalia que seja "natural", porque o tucano participou de disputas anteriores e é o mais conhecidos entre os postulantes. O vice ainda alfinetou concorrentes que possuem participação de padrinhos políticos na campanha. "O Serra não precisa de gente do lado. Acho que a cidade tem que ficar preocupada porque quem governa não é o padrinho".

Embora exista alta rejeição de Kassab pela população, Schneider negou que a presença do prefeito na campanha prejudique o desempenho de Serra nas eleições e ressaltou a participação de Kassab na propaganda na televisão. "Não temos receio de nenhum aliado nosso. A gestão do Kassab tem 7 anos, então, é natural que haja um desgaste. Ele foi um grande prefeito, acho que a gestão será reconhecida no momento certo", justificou.

O vice atribuiu que as críticas a Kassab se somam ao período eleitoral e ao sucesso da criação do PSD. "As pessoas não imaginavam ao sucesso do partido, talvez isso tenha levado às críticas. Mas é só observar a agenda pública do Kassab, ele não largou a cidade. Não tem um dia que ele não tivesse um compromisso público". Schneider ainda elogiou os feitos do prefeito na educação, na saúde e os investimentos no metrô. "As crianças estudavam 4 horas por dia e em escolas de latas. Os professores, hoje, ganham mais. Metade das escolas tinham Ideb abaixo de 4, e agora é apenas 5%", argumentou.

Próximo entrevistado. Na quinta-feira, 13, será a vez de Lucas Albano (PMN), vice de Soninha Francine (PPS).

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