JF Diorio/AE
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Vice de Russomanno nega acordo com igrejas e promete regularização das que estão fora da lei

D'Urso defendeu cadastramento de guardas noturnos e ação da Guarda Civil Metropolitana com a Polícia Civil

Cristiane Salgado Nunes - O Estado de S. Paulo,

10 de setembro de 2012 | 16h34

Em entrevista à TV Estadão, nesta segunda-feira, 10, o advogado e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (AOB), Luiz Flávio D’Urso (PTB), vice do candidato Celso Russomanno (PRB) à Prefeitura de São Paulo, negou que haja acordo de "trocas" com igrejas em busca de apoio. "Não negociamos nada com a igreja. Se quiser nos apoiar é por conta das propostas que estamos apresentando", justificou. D’Urso ainda afirmou que, caso Russomanno seja eleito, a gestão pretende regularizar a situação de igrejas que estejam fora da lei. "A ideia não é mudar a legislação, é criar mecanismos para que ela esteja dentro da lei. Russomanno não vai perseguir nenhuma igreja, vai regulamentar ".

D'Urso, advogado do casal bispa Sônia e o fundador da Renascer, Estevam Hernandes, comentou que tentou uma aproximação com a Igreja, para apresentar Russomanno e seus propósitos como candidato.

Sobre episódio recente, o vice negou que houve pedido de votos na visita de Russomanno a Assembleia de Deus Ministério de Santo Amaro, na zona sul da capital, na última sexta-feira, 7. "Além da bênção, não tínhamos conhecimento do que iria acontecer. Não acho que houve infração eleitoral, eu não presenciei pedido de votos, pelo o que eu me lembre. O pastor repetiu inúmeras vezes o nome do Celso e fez referências elogiosas", argumentou.

O candidato a vice avaliou que a liderança de Russomanno nas pesquisas de intenção de voto se atribui a uma convergência de fatores. Além do desgaste de nomes já conhecidos na política, D'Urso falou que atuação de Russomanno na televisão foi determinante para a população conhecê-lo melhor: ""Ele fez de seu programa um instrumento de defesa ao consumidor, então, fica a imagem de alguém que defende o povo. Na periferia, vejo as pessoas chegarem nele com muito carinho, como se fosse um astro, um ídolo".

2ª turno. D'Urso concluiu que em um possível 2ª turno, Russomanno está em uma posição vantajosa, por causa da polarização entre PT e PSDB. "Se estivermos com o Serra, é óbvio que o PT não vai apoiar o PSDB, a tendência é que esteja conosco e, se estivermos com Haddad, o PSDB não vai apoiar o PT".

O candidato também não demonstrou preocupação com a participação da presidente Dilma ou de Lula como padrinhos políticos na campanha de Haddad afete a liderança de Russomanno. "O Celso por não ter padrinho político, estabeleceu que cada eleitor é o seu padrinho".

Segurança. D'Urso propôs a ação da Guarda Civil Metropolitana no combate às drogas e a atuação em flagrantes e apreensões, além de um convênio com a Polícia Militar e Civil. "A Guarda Civil pode prender traficante em flagrante e apreender materiais proibidos e pirateados". O candidato ainda defendeu o cadastramento de guardas noturnos para aumentar a segurança. "Não se sabe se o guarda é alguém sério ou honesto, pode ser olheiro de um bandido", afirmou.

Próximos entrevistados. Nesta terça-feira, 11, será a vez de Nádia Campeão (PC do B), vice de Fernando Haddad (PT); na quarta-feira, 12, Alexandre Schneider (PSD), vice de José Serra (PSDB); e Lucas Albano (PMN), vice de Soninha Francine (PPS), na quinta-feira, 13.

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