Vice de Roseana não decola nas pesquisas

Ao assumir o governo do Maranhão, em abril, o vice de Roseana Sarney, José Reinaldo Tavares (PFL), terá uma missão ao estilo da cobrada do candidato presidencial do PSDB, o ministro da Saúde, José Serra: decolar nas pesquisas. Apesar do apoio do governo, Tavares não consegue ultrapassar os 12% de intenções de voto no Estado e hoje perderia a eleição para o prefeito de São Luís, Jackson Lago (do PDTe adversário dos Sarney), que tem 39% das preferências. Pior ainda: Tavares perde para o pré-candidato do PFL - a contragosto do clã Sarney -, o senador Edison Lobão, com 32%. Aliado político da família desde a década de 60, Tavares foi secretário de Estado quando Sarney era governador, nos anos 70 e, mais tarde, ministro dos Transportes quando Sarney chegou à Presidência. Nessa época, notabilizou-se pela defesa incondicional da menina dos olhos do presidente: a Ferrovia Norte-Sul, a polêmica estrada de ferro de 1,6 mil quilômetros, que ligaria Brasília à cidade de Açailândia, no Maranhão, ao custo estimado de US$ 10 bilhões. A obra não saiu. Discreto nas ações e fiel a Sarney, Tavares quase foi candidato ao governo maranhense em 1986, mas acabou preterido por Epitácio Cafeteira. Ex-deputado-federal, ele foi vice-governador também no primeiro mandato de Roseana, em 1995. Para reverter as pesquisas, Tavares intensificou as visitas às cidades do interior, para onde viaja de duas a três vezes por semana, principalmente de avião. "Vou de avião porque o Estado é muito grande e assim consigo visitar até cinco municípios de uma vez", disse. O vice está confiante na vitória principalmente na transferência de votos de Roseana. "Vou ganhar bem as eleições."

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